Meia hora

Sob as luzes da cidade uma sombria imensidão se espalha
Um ponteiro, um sinal vermelho, vassoura, água e sabão
Sinaleira deserta, carros de passeio, buzinas infernais.
Colhe a vida por espumas, uns trocados em malabares
Uma senhora desvirtua a troca; a diversão vira trabalho. 
90 segundos de contato, velocidade zero. 
Sem acenos, sem bom dias, só um caso, um acaso, vidro de carro
Rotina andar fechado, evita o diálogo, 
Verde, e é vida que segue
Meio giro de ponteiro, meia hora está lá
De novo no ciclo, na mesma avenida, na mesma esquina.
Um mesmo lugar ! 

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